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Belfort confia na liberação do TRT em Las Vegas e pede teste em Weidman
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 Após três nocautes impressionantes de forma consecutiva - contra Michael Bisping, Luke Rockhold e Dan Henderson -, Vitor Belfort conquistou o direito de disputar o cinturão dos médios (até 83,9kg) do Ultimate. O duelo contra o campeão da categoria, o americano Chris Weidman, será a atração principal do UFC 173, em Las Vegas (EUA), dia 24 de maio, no fim de semana que antecede o Memorial Day. A dúvida é se o brasileiro vai conseguir ou não ser liberado para fazer a terapia de reposição de testosterona (TRT) para lutar na cidade. Apesar de a situação ser complexa, Vitor está certo de que poderá continuar com seu tratamento.

- Com certeza estou confiante. É um tratamento meu. O UFC e os médicos já estão cuidando disso e vendo para ficar tudo certo. Não acredito que vá ter problema. Até porque não é uma coisa da minha cabeça, é uma coisa médica - disse, em entrevista exclusiva ao Combate.com.

 O empecilho no caminho de Belfort é que a Comissão Atlética de Nevada, responsável pelas lutas em Las Vegas, não aprova o TRT para atletas que já foram pegos no antidoping no passado. E isso aconteceu com o brasileiro alguns anos atrás, quando enfrentou Dan Henderson no Pride. Mesmo assim, ele está tentando inverter a situação provando para a comissão que realmente precisa da terapia. O americano Chael Sonnen, por exemplo, já foi pego no antidoping e conseguiu anos depois a liberação para fazer o TRT.

 - O grande problema hoje são as pessoas que abusam e usam de maneira ilegal. Eles usam sem ter o direito de usar, como forma de trapacear. Sou o único cara que sou testado rigorosamente de 15 em 15 dias, como o Dana White falou. Quando o UFC não faz o teste, eu mesmo faço o teste. É um tratamento meu. O bacana é a consciência estar tranquila, saber que estou jogando justo.

Independentemente de como o TRT funciona para Belfort, o fato é que o lutador tem sido muito criticado por diversos atletas, principalmente os que o enfrentaram, como Bisping e Rockhold, por causa do tratamento. Segundo eles, o carioca entra no combate bem mais forte do que deveria. Mas Vitor não deixa barato e sugere que muita gente, em vez do TRT, acaba se dopando durante o período de preparação para os duelos e consegue mascarar essa substância depois. Por isso, pede para que todos sejam testados da mesma forma que ele próprio, com exame de sangue em vez de urina somente:

- Vou começar a pedir uma coisa ao UFC. Todos aqueles que lutam contra mim estão sempre reclamando. Mas eu tenho uma coisa para falar: por que eles não são testados ao longo da preparação para a luta? O grande lance é que muitos caras usam o doping durante o camp, para melhorar a recuperação e tal. Durante meu camp eu sou testado rigorosamente. Vou pedir agora para o Dana White testar todos aqueles caras que lutam contra mim e ficam falando. Do mesmo jeito que testam meu sangue, têm que testar o sangue deles para ver se não estão roubando. Muitos usam muitos produtos que a gente sabe, sabem que estão burlando, e ficam falando de mim. Mas, na realidade, está todo mundo usando durante o camp. Chega lá na hora, faz o xixizinho, já sai do corpo dele, e todos burlam. Eu não. Sou obrigado a tirar sangue durante meu camp e depois da luta. Eles não têm que tirar sangue, é só o xixi. Então, todos os caras que vão lutar contra mim deveriam fazer o teste junto comigo. Vamos ver se os hormônios deles estão certinhos, se eles estão usando alguma substância ilegal. A gente sabe que tem muita trapaça por ali. Eles abusam durante o camp. Eu sou um cara correto. Vamos fazer o exame comigo. Eu vou ser testado, e eles não vão ser testados?
 
 Belfort não sabe dar uma previsão de quando virá a confirmação ou não da liberação do TRT. Segundo ele, o UFC é quem está vendo tudo. E propõem diretamente a Chris Weidman ser checado da mesma maneira:

- Proponho a ele fazer isso, e a todos os meus oponentes. Em vez de reclamarem, mostrem que estão corretos. Vamos fazer o exame junto comigo. Quando eu tirar o sangue durante o camp, eles tiram junto. Isso mostraria a justiça não só da minha parte, mas da parte deles também.

O carioca não luta nos EUA desde o UFC 133, em agosto de 2011. Apesar de ter adorado fazer seus últimos combates no Brasil, ele comemora o retorno à "segunda casa dos brasileiros":

 - Estou muito feliz, muito contente. Fico contente de lutar em qualquer lugar, mas os EUA são a segunda casa dos brasileiros. Toda luta de cinturão em Las Vegas o Brasil tem vencido em termos de torcida, como eles vibram, como ele apoiam. O brasileiro é fantástico. A riqueza é o povo, que é demais, é contagiante, uma coisa inexplicável.
 
 
Chris Weidman vitória UFC  (Foto: AP)
 
 
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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