A Acura tem a distinção de ter sido a primeira marca de luxo japonesa. Mas apesar disso, hoje ela é a que tem menor expressão em nível global entre as luxuosas nipônicas. Além disso, os consumidores da terra do sol nascente nunca puderam comprar carros da marca, a não ser sob a bandeira da Honda.
Em meados dos anos 80, os japoneses estavam começando a segunda guerra automotiva nos EUA, visto que nos anos 70 eles praticamente ditaram como os carros deveriam ser, conquistando clientes com carros baratos e econômicos, enquanto as gigantes de Detroit ainda apostavam em “barcas V8” queimando uma quantidade enorme de gasolina.
A Honda deu o primeiro passo no sentido de buscar clientes de maior poder aquisitivo, já que o espaço entre os consumidores de renda mais baixa já estava consolidado. Assim, ela criou a Acura em 1986, que inicialmente começou sua vida apenas nos EUA e Canadá. Ela partiu para o segmento premium com as classes Legend e Integra.
Imediatamente após o sucesso da Acura, especialmente por causa do Legend, Toyota e Nissan passaram a oferecer Lexus e Infiniti. Até a Mazda tentou entrar no segmento com a Amati. Com 109 mil vendidos em seu primeiro ano completo (1987), a luxuosa nipônica assustou a Ford, que tentou revidar com Taurus e Lincoln Continental.
Num ataque rápido, a Acura superou de longe as rivais Mercedes-Benz, BMW e Lexus em 1990, vendendo 138.000 carros contra 78.000 da alemã e 64.000 das duas últimas somadas. Foi nesse ano que a empresa revelou ao mundo o lendário NSX, cujo desenvolvimento teve a mão de Ayrton Senna e que também foi o primeiro carro seriado feito em alumínio no mundo. O surgimento da tecnologia VTEC, por fim, coroou o bom desempenho da marca.

Fonte: Notícias Automotivas