A seleção feminina de basquete iniciou nesta semana a preparação para o Sul-Americano. Mas, até no time feminino, o assunto "seleção masculina" está em pauta. O técnico Luiz Zanon diz que o bom momento dos homens serve de inspiração e modelo para as mulheres. Na opinião do comandante, o time de Rubén Magnano pode fazer história. Só que, por enquanto, ainda está atrás da seleção de Oscar e companhia.
- Acho que este é o melhor momento do basquete masculino depois da seleção que conseguiu os melhores resultados, que tinha Oscar, Marcel e Ary Vidal. Nós temos jogadores na NBA, na Europa de nível alto, temos dentro da NBB, que está muito forte. São ótimos pivôs e armadores, além da naturalização de um estrangeiro (Larry Taylor) para uma função específica. Acho que é a melhor geração após aquela, porque aquele time está marcado na história - opinou Zanon, que comanda os treinos do time feminino em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Oscar Schmidt, o "Mão Santa", esteve em cinco Olimpíadas, 1980/84/88/92/96, e conquistou os Jogos Pan-Americanos de 1987, quando a seleção brasileira derrotou os Estados Unidos em Indianápolis por 120 a 115.
A seleção atual, que bateu a Argentina no fim de semana, começou o jogo com Marcelinho Huertas, Alex, Marquinhos, Tiago Splitter e Nenê. No banco ficaram Marcelinho Machado, Raulzinho, Hettsheimer, Larry Taylor, Leandrinho e Anderson Varejão. Na opinião do técnico Zanon, a reunião de todas as estrelas brasileiras na seleção se deu devido ao lado patriótico dos jogadores.
- Eles não estiveram na classificação, onde o Brasil perdeu feio (Copa América de Basquete de 2013). Então houve um sentimento de patriotismo de representarem o país, um consenso coletivo de tentar fazer desse Mundial e das Olimpíadas o ciclo deles. Alguns tiveram problemas particulares, outros de lesões, mas agora se juntaram e é o momento deles. Podem entrar para a história do basquete brasileiro - comentou Zanon.

Fonte: Globo Esporte