A polícia cumpriu, na manhã desta quinta-feira, cinco mandados de prisão de torcedores do Corinthians que invadiram o CT Joaquim Grava no começo do mês. Os corintianos foram identificados após o clube disponibilizar algumas imagens do circuito interno de segurança. Seis mandados de busca e apreensão nas sedes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel, Camisa 12 e Pavilhão 9, todas na capital paulista, também foram executados. Dez torcedores foram detidos para averiguação - um deles foi preso no ato por estar armado.
De acordo com a reportagem do Bom Dia São Paulo, 20 torcedores foram identificados na investigação da polícia, mas, por enquanto, só há mandado de prisão contra cinco. Eles responderão por diversos crimes, entre eles dano ao patrimônio e formação de quadrilha.

A ação começou por volta das 4h30 desta quinta-feira. Todos os torcedores detidos para averiguação foram levados ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
No último dia 1º de fevereiro, um sábado, cerca de 100 torcedores do Corinthians invadiram o CT Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo, e aterrorizaram funcionários, jogadores e diretores do Timão. Apesar da presença da Polícia Militar, nenhum dos vândalos foi preso naquele dia.
Membros da diretoria do clube alvinegro ainda tentaram conversar com alguns líderes das uniformizadas, mas não houve muito papo. Os corintianos que ali estavam queriam bagunça. E conseguiram. Três celulares foram roubados, sendo um deles do meio-campista Luiz Ramirez. Os jogadores precisaram se esconder em quartos do alojamento e em outras salas. O atacante Paolo Guerrero e o médico Joaquim Grava, que dá nome ao centro de treinamento, foram agredidos pelos invasores. Mais cinco funcionários também sofreram agressões.
Fonte: Globo Esporte