As Ilhas Faroe são um arquipélago formado por 18 ilhas localizado ao norte da Europa, entre o Reino Unido e a Islândia. É um território dependente da Dinamarca e a população local não chega a 50 mil pessoas. Mas porque estamos falando sobre esse pequeno conjunto de ilhas em um blog de natação? Porque na semana passada o nadador oriundo das Ilhas Faroe, Pál Joensen conseguiu um feito histórico: atingiu a marca de 100 medalhas de ouro em campeonatos nacionais.
Nascido na pequena cidade de Vágur em 1990, Joensen disputa os campeonatos nacionais há dez anos e é o maior nadador da história do país. Durante as disputas do campeonato na semana passada, ele atingiu a centésima medalha dourada de sua carreira nacional ao vencer com sua equipe o revezamento 4x100m livre.
Joensen treinou durante boa parte de sua carreira em um clube chamado Suðuroyar Svimjifelag, mas decidiu deixar seu país para treinar na Dinamarca após os Jogos Olímpicos de Londres. Um dos motivos que levaram esta mudança além do maior contato com atletas de elite foi o fato de poder nadar em piscinas olímpicas, já que em seu país não existem grandes piscinas disponíveis. Mas mesmo treinando em piscinas pequenas, ele conseguiu se tornar um dos grandes fundistas do mundo.
O atleta faroense sempre foi muito versátil e compete em diferentes distâncias e estilos. Prova disso é que ele detém 16 recordes nacionais individuais, de provas variadas como 50m livre, 200m borboleta, 100m peito, 400m medley, 1500m livre e por ai vai. A maioria de seus recordes foram na piscina curta já que o país não conta com piscinas olímpicas.
Sua primeira grande experiência internacional foi em 2007 quando disputou o Mundial de Melbourne. Na ocasião nadou todas as provas do estilo livre, dos 50m aos 1500m, mas não passou das eliminatórias em nenhuma. A partir daí, resolveu se especializar nas distâncias de fundo e no Europeu Junior em 2008 venceu os 400m, 800m e 1500m livre e se colocou como uma das revelações da natação de fundo da Europa.
Joensen só foi subir ao pódio em um evento de grande porte em 2010 quando foi vice-campeão europeu nos 1500m livre. No ano seguinte disputou a final da prova no Mundial de Xangai e terminou em quarto lugar com um expressivo 14min46s33, tempo que lhe classificou para os Jogos Olímpicos de Londres. Na Olimpíada ele nadou muito mal e nem sequer chegou as finais. Uma curiosidade é que ele teve que representar a Dinamarca porque as Ilhas Faroe não é um país independente e filiado ao Comitê Olímpico Internacional. A recuperação veio no Mundial de curta em Istambul-2012 quando ficou com o bronze. Ano passado foi finalista no Mundial de Barcelona e terminou a temporada com o nono melhor tempo do mundo nos 1500m livre: 14min57s76.
Fonte: Uol Notícias