Desde a volta ao basquete profissional, em 2011, o Mogi das Cruzes traçou como principal meta voltar a disputar o principal campeonato nacional de basquete: o Novo Basquete Brasil. E dois anos depois, o time se classificou para o NBB 5 e ficou em 14º, sem chegar nos playoffs.
Porém, na atual temporada, o time não só se classificou para os playoffs como também registrou algumas marcas históricas para o clube e para o campeonato. E são com esses números que o Mogi quer enfrentar o Limeira para tentar fazer história mais uma vez e chegar na semifinal da competição.
5º contra 12º
O Mogi das Cruzes aguardou os últimos jogos da primeira fase para ver quem pegaria nos playoffs. Diante dos possíveis cruzamentos, poderia terminar em 11º ou 12º e pegar Pinheiros ou Uberlândia ou São José dos Campos. Jogos terminados e a classificação em 12º lugar, o time enfrentou o 5º colocado. Nas cinco edições do NBB, jamais o 12º colocado venceu o 5º, o que aconteceu nesta edição, quando o Mogi perdeu a primeira partira e venceu as outras três, fechando a série contra o Pinheiros em 3 a 1.
pinheiros fora
Como uma das grandes potências do basquete nacional, apesar de nunca ter ganho uma edição do NBB, o Pinheiros, atual vicecampeão da Liga das Américas e vicecampeão mundial, nunca tinha caído nas oitavas de final da competição. Com a eliminação precoce para o Mogi, foi a primeira vez que o time da capital paulista não chega às quartas de final do NBB. Na quinta edição do torneio, a equipe da capital paulista chegou nas quartas e foi eliminado pelo Uberlândia. Já no NBB 4, o time pinheirense caiu na semifinal diante do Brasília, que acabou campeão.
vaga inédita
Assim como foi a primeira vez que classificou para os playoffs, o Mogi também chega nas quartas de final da competição pela primeira vez. Contra todos os prognósticos, um dos clubes mais novos e com menor investimento, além de chegar nos playoffs bateu de forma soberana a equipe de Shamell, Joe Smith e cia.
saída de bábby
Contratado em 2012 para a primeira edição do NBB da equipe, o pivô Bábby chegou ao Mogi como esperança de ser o pilar do grupo, mas gerou desconfiança por estar parado no basquete. O atleta não só retomou a boa fase como encerrou o campeonato como maior reboteiro entre todos os jogadores. Porém, na sexta edição do torneio, Mogi se reforçou e o pivô, ídolo da torcida mogiana, sofreu com lesões e passou a ter menos tempo em quadra, vendo outros jogadores se sobressaírem na equipe. Recuperado de uma lesão, Bábby foi para o Pinheiros de forma inesperada e foi o primeiro jogador da história do NBB a se transferir de uma equipe para outra no decorrer de uma temporada.
quebra tabu
Foram 11 confrontos e 11 derrotas e a marca já incomodava. Incomodava tanto que alguns jogadores do Mogi das Cruzes não davam entrevistas para comentarem sobre o tabu contra o Bauru. Desde quando voltou ao basquete, Mogi sucumbiu em todos duelos contra a equipe bauruense, seja no Paulista, nos Jogos Abertos e no NBB. Mas essa história mudou no primeiro turno desta edição do torneio. Jogando em casa, a equipe venceu no sufoco, por diferença mínima. E o grande nome do duelo foi o ex-jogador do Bauru, Jeff Agba. O pivô foi decisivo para virada mogiana no último quarto e a vitória por 75 a 74.
