Acostumados com a adrenalina do esporte, o judoca Victor Penalber e a surfista Chloé Calmon toparam uma proposta do "Zona de Impacto" e viveram uma troca de papéis. Enquanto o terceiro do ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ) se aventurou no mar, a top 10 do Circuito Mundial encarou lições no tatame. A inversão proporcionou momentos engraçados e acabou com saldo positivo para os atletas, apesar da visível falta de intimidade com as modalidades(assista ao vídeo).
Imponente nas lutas, Penalber sofreu para se adaptar ao surfe e somou algumas quedas durante a aula, mesmo acompanhado de perto por Chloé. Faltou jeito até para segurar a prancha.
- Peguei de um lado, peguei do outro, não encaixava direito (a prancha). Nenhuma intimidade. Espero que depois melhore um pouco. Quase nenhuma (experiência no surfe). Uma vez eu tentei aprender, a aprendizagem durou dois dias e a gente acabou quebrando a prancha ao meio. Não levo muito jeito - admitiu o judoca, uma das esperanças de medalha para as Olimpíadas do Rio, em 2016.
Antes, ele levou Chloé para acompanhar um dia de seu treinamento e viu a surfista ter um bom desempenho inicial no judô. Ela, que nunca havia praticado o esporte, recebeu elogios de Penalber.
- Ela entende bem todos os movimentos que eu passo. No judô, para você projetar, você tem que estar equilibrado, você não pode desequilibrar junto com o adversário. Ela faz isso naturalmente, sem eu pedir. Tem a noção perfeita de equilíbrio - Penalber.
Com 19 anos, Chloé convive com as expectativas de colocar o Brasil no topo do surfe feminino. Ter alcançado a elite tão jovem não traz surpresa para a atleta, que está acostumada a ser precoce.
- Meu pai sempre foi meu maior incentivador. Comecei bem cedo. Com 11 anos ganhei a primeira prancha e comecei a competir por diversão. Entrei para o Circuito Mundial bem novinha também. Só de estar fazendo o que eu gosto todos os dias já é bem gratificante - disse a surfista.