Tudo azul para Felipe Massa em sua primeira experiência com o carro da Williams. Em sua estreia na nova casa, o brasileiro colocou o carro do time britânico no segundo lugar na folha de tempos neste terceiro dia de testes de pré-temporada no circuito espanhol de Jerez de la Frontera. Mas quem roubou a cena nesta quinta-feira foi o surpreendente e promissor Kevin Magnussen. O jovem dinamarquês de 21 anos pegou pela primeira vez o também surpreendente e promissor carro da McLaren e anotou o melhor tempo do dia, com 1m23s276. A atividade que teve oito horas de duração, também foi marcada pelos problemas nos motores Renault e por seis bandeiras vermelhas, uma delas pela batida de Adrian Sutil, da Sauber.
A favor do novato da McLaren tem também o fato de Magnussen ter experimentado o carro somente na parte da tarde, já que seu companheiro de equipe, o veterano Jenson Button, foi o responsável por comandar as atividades da quarta-feira e da manhã desta quinta, quando foi o mais veloz. O campeão de 2009 fechou o dia na quarta colocação, atrás de seu ex-companheiro de equipe Lewis Hamilton. O inglês, hoje na Mercedes, foi quem mais andou no dia: 62 voltas.
Em comum entre os quatro primeiros colocados: todos correm em equipes cujo fornecedor de motores é a Mercedes. E não é por acaso. Nestes primeiros dias de testes, os propulsores da montadora alemã são os que mostraram mais consistência e desempenho.
Motores Renault seguem dando problema e Ricciardo dá apenas 3 voltas com RBR
Desde o ano passado, dirigentes e especialistas já adiantavam que a confiabilidade seria o item que mais tiraria o sono de pilotos e equipes neste início de 2014. Tanto que a RBR e os outros times de motor Renault já ligaram o sinal de alerta após mais um dia de decepções, mesmo com o esforço da montadora francesa em tentar resolver as falhas em seus equipamentos durante a noite. Se na quarta-feira, Sebastian Vettel teve tantos problemas que até voltou para casa mais cedo, dessa vez foi seu novo parceiro, Daniel Ricciardo, que se frustrou. Após aguardar três horas para a RBR conseguir preparar seu carro para ir à pista, o australiano só completou uma volta antes de ver o motor de seu carro começar a fumar. Bandeira vermelha.
Uma hora depois, Ricciardo retornou à pista, mas encerrou os trabalhos sem marcar volta cronometrada. Os seguidos problemas fizeram Christian Horner e Adrian Newey, chefe e diretor técnico da RBR, decidirem voar de volta para a fábrica do time em Milton Keynes, na Inglaterra, em busca de respostas. Também equipado com motor Renault, o holandês Robin Frijns não foi longe com sua Caterham: deu apenas dez voltas e também terminou sem tempo. Com a STR, Jean Eric-Vergne, conseguiu pelo menos dar 29 voltas, e fazer o sétimo tempo, mas seu carro parou duas vezes no fim do treino
Além das bandeiras vermelhas provocadas por Ricciardo (RBR) e Vergne (STR), o treino foi interrompido em outras três ocasiões. Uma após a Ferrari de Fernando Alonso, em sua primeira aparição do ano, ter um apagão na chicane Ayrton Senna, outra em razão de uma pane na Force India de Nico Hulkenberg na curva 5 e a última pela forte batida de Adrian Sutil com a Sauber na curva 7.
Fonte: Globo Esporte