xUberlândia é uma cidade onde se formam muitos atletas, alguns se destacam nacionalmente ou até mundialmente. Porém, poucos sabem a verdadeira origem do jogador. Dois grandes nomes no cenário nacional esportivo começaram na cidade mineira: Rafael Martins, central de 23 anos e 2,4 metros, que atualmente joga no time de Maringá, e Renan Zanatta Buiatti, de 24 anos e de 2,17 metros, oposto do Sesi-SP e da seleção brasileira.
Mas antes de brilharem no vôlei nacional, tudo começou no Uberlândia Tênis Clube (UTC) onde descobriram a vocação para a modalidade. Rafael tinha 17 anos quando começou a jogar por acaso, pois, como quase todos os meninos, o futebol era o esporte que mais praticava.
– Sempre joguei futebol, mas quando completei 17 anos vi que já estava muito alto para o esporte, então fui fazer um teste no UTC. O técnico viu meu potencial e não pensou duas vezes, me aprovando de primeira– contou.
Na temporada 2013/20104, ele vestiu a camisa do Maringá, que disputou a Superliga Masculina de Vôlei e foi eliminado nas quartas de final pelo Cruzeiro, e teve a oportunidade de estar ao lado de nomes como o de Ricardinho e Lorena. Mas antes, passou por grandes time também. Em 2009, jogou pelo São Bernardo, em 2010/2011 pelo Pinheiros, nas duas temporadas seguintes esteve no Cruzeiro, além de ser convocado pela seleção por três vezes.
– É sempre bom ser chamado pra representar seu país, saber que estou entre os melhores de um país tão grande como o Brasil é uma satisfação e uma emoção muito grande – contou.
A história de Renan Zanatta Buiatti, o atleta mais alto até hoje na história da seleção, não é tão diferente da de Rafael. Porém, o oposto sabia iniciou a carreira direto no vôlei. Também no UTC, em Uberlândia, foi o local onde a paixão começou quando ele tinha 11 anos.
– Comecei a jogar no UTC em Uberlândia em 2001. O técnico Manuel Honorato chamou meu irmão e eu para jogar. Nessa época eu nem sabia o que era vôlei, treinei uma vez e gostei – contou.
Renan ficou em Uberlândia até 2004 e ajudou o time da cidade em várias conquistas, nas categorias mirim e infantil. No ano seguinte, o oposto passou na peneira para jogar no time de São Paulo. Ele ficou na equipe até o ano passado. Atualmente, o atleta está atuando no time do Sesi-SP, ao lado de grandes nomes como Murilo e Lucarelli. A equipe disputa a semifinal da Superliga Masculina, contra o Campinas.
– Esse ano vim para o Sesi e esta é a primeira vez que chego à semifinal da Superliga. Com um ótimo time que estou jogando esse ano, o plano é ganharmos a disputa nacional – disse.
O gigante foi convocado para seleção pela primeira vez em 2007, na categoria infanto. E desde então não largou mais a amarelinha.
– Em 2009, ganhamos o mundial juvenil que foi na Índia. Ano passado participei da seleção adulta brasileira e ficamos em segundo lugar na Liga Mundial, além de ganhamos o Sul-Americano – relembrou.
E quando o assunto é voltar para a cidade natal, os dois também pensam da mesma forma. Para Rafael, Uberlândia é uma cidade que tem grande potencial e tinha tudo para dar certo abrir um bom time de vôlei masculino.
– É bom poder jogar e ao mesmo tempo ficar próximo de seus familiares e amigos. Se houvesse um time em Uberlândia, eu gostaria de vestir a camisa dele. A cidade tem um potencial incrível, o próprio vôlei feminino vem demonstrando isso, cada dia crescendo mais. E é uma pena uma cidade com toda essa estrutura não ter uma equipe de vôlei profissional na Superliga nacional – desabafou.
Segundo Renan, se a ideia de montar um time na cidade der certo, os uberlandenses vão contar com o oposto.
– Se realmente der certo esse time em Uberlândia e tiver uma boa estrutura, caso eu tenha uma oportunidade, gostaria muito de poder jogar e voltar a morar na minha cidade – relatou.

Fonte: Globo Esporte