Uma das melhores jogadoras de basquete da atualidade, Érika aprova a renovação da seleção brasileira. Desde o ano passado, o técnico Luiz Augusto Zanon implantou um processo em que mesclou atletas jovens e experientes em busca de um objetivo maior: as Olimpíadas de 2016. Com a medalha de bronze na Copa América, o time verde e amarelo carimbou o passaporte para o Mundial da Turquia, mais um importante teste para o futuro. Agora aos 32 anos, a pivô do Sport Recife espera defender o país em casa nos Jogos do Rio de Janeiro - inclusive, ela cogita aposentadoria após a competição -, mas sabe que o caminho é longo até lá.
Além de Érika, outros nomes com experiência devem integrar o elenco do Brasil em 2016. A armadora Adrianinha, que conquistou a medalha de bronze em Sydney 2000, e a lateral Iziane, quarta colocada em Atenas 2004, têm chances de defender o país.
- É importante ter essa renovação. Tem eu, Dri (Adrianinha) e Iziane, que já somos muito mais experientes. Mas precisamos também dar oportunidades a essas meninas que estão começando agora com toda a certeza - destacou Érika.
Na próxima edição das Olimpíadas, Érika espera figurar na lista de convocadas. Sendo chamada, ela vai se sentir em casa. Natural do Rio de Janeiro, a pivô revela que 2016 deve ser o seu último ano com a camisa do Brasil. Quem sabe até uma despedida das quadras não aconteça, já que a carioca terá 34 anos.
- Provavelmente será o meu último ano. Vai ser também na minha cidade, com a presença dos meus amigos e dos meus familiares. Então, vou fazer de tudo para chegar bem - resumiu Érika após o amistoso do último domingo entre as meninas do Sport e o time masculino da Ansef-PB.
Enquanto os Jogos do Rio não começam, Érika pensa no Mundial de Basquete deste ano, na Turquia. A seleção brasileira já conhece as adversárias na competição, que acontece entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro. As meninas encaram no Grupo A o Japão, a Espanha e a República Tcheca.
- Vivemos uma expectativa muito grande. Estamos ainda com algumas dificuldades, pois as meninas são bastante novas. Estão ganhando mais experiência. Mas, tanto eu como essas garotas, iremos encarar com muita vontade - concluiu.
Atualmente no Sport, Érika acumula no currículo duas Olimpíadas: Atenas 2004 e Londres 2012. No ano passado, ela retornou ao Brasil depois de quase 10 anos jogando no exterior. E antes de acertar sua a ida para o time pernambucano, a pivô foi vice-campeã da WNBA pelo Atlanta Dream, além de ser indicada ao prêmio de MVP (melhor jogadora) da temporada na forte liga feminina de basquete dos Estados Unidos.

Fonte: Globo Esporte