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Esporte


Durinho: não do TUF Brasil foi melhor coisa que poderia acontecer
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 Neste sábado, o lutador brasileiro Gilbert Durinho faz sua estreia dentro do octógono do UFC, contra o sueco Andreas Stahl, em San Jose (EUA). Do lado de fora do cage, o peso-meio-médio niteroiense já conhece bem o evento, tendo atuado como córner de Vitor Belfort e Cézar Mutante em diversas ocasiões e inclusive participado do primeiro TUF Brasil como membro da comissão técnica de Belfort.

 Todavia, em 2013, Durinho viveu a desilusão de receber um "não" da organização. Ele esteve próximo de conseguir uma vaga como lutador na segunda temporada do reality show, mas foi cortado antes das lutas de seletiva para entrar na casa. Segundo ele, a negativa mudou sua vida.

- Acho que foi bem melhor (assim). Às vezes a gente recebe um "não" e não sabe o por quê. Na época, fiquei bastante triste, chateado, mas quando foi passando e pude ver minha evolução depois de um ano, pude ver que foi a melhor coisa eu não ter entrado naquele momento. Acho que eu não estava tão preparado para aquilo tudo. Acho, de verdade, que a melhor coisa foi não ter entrado naquela casa, porque depois daquilo eu me mudei para os EUA, comecei a focar no meu wrestling, focar em melhorar e não em entrar no UFC, como era na época. Comecei a focar em ser o melhor atleta e evoluir em todos os quesitos. Aquilo me fez amadurecer muito. O "não" de hoje é o "sim" de amanhã. O momento chegou e hoje já tenho a sabedoria que aquele "não" fez muito bem para minha carreira - afirmou Durinho, em entrevista por telefone para o Combate.com.

De fato, a carreira do lutador decolou desde aquela ocasião. Durinho venceu três lutas, as últimas duas por nocaute, e chegou a sete vitórias em sete combates de MMA. Sua oportunidade no UFC enfim chegou em maio, quando - coincidentemente - um lutador oriundo do TUF Brasil 2, Viscardi Andrade, se lesionou e foi forçado a desistir da luta contra Stahl em San Jose. Será um duelo entre lutadores invictos: o sueco de 26 anos venceu todos os seus nove combates no cenário europeu e também faz sua estreia no UFC.

- Ele é um cara duro, do wrestling, que gosta de luta de clinche, e tem um gás, a maioria das lutas dele vai para decisão. Ele tem intensidade e vai para cima. Acho que é um bom oponente. É um prospecto do Brasil e um prospecto da Suécia, que são dois países em que o UFC está crescendo. Acho que a luta vai se desenvolver em pé, mas vai ficar mais no clinche, porque ele é do wrestling e eu também gosto da luta agarrada. Vai ser um lutão, gostei muito dessa luta e desse oponente, vai ser uma briga - analisou Durinho.

A primeira "briga" do niteroiense, porém, será contra a balança, na pesagem oficial desta sexta-feira - o Combate e o Combate.com transmitem ao vivo a partir de 20h (horário de Brasília). É uma batalha que Durinho perdeu em mais de uma ocasião, incluindo sua última luta, quando tentava bater o peso-leve (até 70kg). Para estreia no UFC, o brasileiro subiu para o peso-meio-médio e terá de registrar, no máximo, 77,6kg.

- Agora está sendo tranquilo, porque antes era uma guerra que... Pelo amor de Deus. Mas, aconteceu, eu errei, procurei médicos, fui atrás disso, e os meus médicos queriam me testar no 77kg. Eles disseram que, mesmo eu sendo um cara que pesa 83kg ou 84kg, é muito difícil eu bater o peso-leve, porque eu tenho uma ossatura mais pesada, sou um cara que ganha peso muito fácil. Na última luta, quando não consegui atingir o peso, o médico conversou que minha próxima luta seria no 77kg, e eu ainda nem sabia que entraria no UFC. Depois desta luta, vou saber se vou ter que fazer um trabalho para descer de peso, ou se vou ficar no 77kg. Agora, não tem nem como ver isso. Mas esse problema, para mim, está solucionado: ou vou fazer um trabalho de dois a três meses, bem profissional mesmo, para bater 70kg, ou vou ficar no 77kg. Independente de qual categoria for, não tem mais essa de estourar o peso - prometeu.

O Combate transmite o "UFC: Lawler x Brown" ao vivo com exclusividade a partir de 17h (horário de Brasília) neste sábado. O Combate.com acompanha em Tempo Real a partir do mesmo horário e exibe em vídeo ao vivo a primeira luta do card, entre Juliana Lima e Joanna Jedrzejczyk. Confira o card:
 
 
 
 
Fonte: Combate

 

 

 

 

 


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