Faça sua Pesquisa Personalizada, coloque o que procura no Site dê enter ou clique em Pesquisar.
Esporte


Criada em Natal, Juliana resgata raízes e mostra altar com relíquias da carreira
Criada-em-Natal,-Juliana-resgata-raizes-e-mostra-altar-com-reliquias-da-carreira
 O telefone não para de tocar. Todos os amigos querem vê-la. A única vez que recebeu mais ligações foi nas Olimpíadas de Londres, em 2012. O sotaque nordestino já evidencia que Juliana está em casa. Apesar de ter nascido em Santos, no litoral paulista, a atleta viveu a infância e a adolescência em Natal, dos 8 aos 18 anos, quando mudou-se para Fortaleza. É na capital do Rio Grande do Norte que ela tem o aconchego da família, além de uma espécie de altar, onde guarda grande parte das suas conquistas, espalhadas pelas estantes da casa dos pais. Os olhos da mãe, Dona Maria, brilham ao mostrar com orgulho as medalhas e os troféus desde os tempos do colégio Marista, quando a filha ainda jogava na quadra. Juliana está na capital potiguar para lutar pelo título da sétima etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia, ao lado de Maria Elisa.

- Vivi uma parte muito especial da minha vida em Natal. Foi aqui que eu descobri a minha paixão pelo vôlei, época em que jogava apenas por diversão, sem responsabilidade. Foi também onde fiz meus grandes amigos. Separei algumas peças representativas para deixar em Fortaleza: o troféu quando fui a melhor jogadora do mundo em 2009, as duas medalhas do Pan e a das Olimpíadas. O resto está tudo com mamãe. Aqui tem troféus, medalhas e centenas de histórias. Mas é como se tudo isso ficasse na parede da casa dos meus pais, a minha conquista é diária. Agora, tenho uma nova história com a Maria Elisa. Quero escrever muitos capítulos bons na nossa vida e esse é o meu combustível - contou a atleta, vestida com a camisa do Marista.

 Após despontar na quadra, Juliana migrou para a areia, de onde nunca mais saiu. Na época em que vivia na Cidade Satélite, um pouco afastada do centro de Natal, o portão da casa dos pais, de ferro e com as bordas pontiagudas, servia como rede para as partidas de vôlei com os amigos na rua Prudente de Morais. A maioria dos vizinhos abria as portas para que pegassem as bolas que caíam além de outros muros, apenas um deles cismava em acabar com a alegria da garotada.

- Muitas bolas já furaram nesse portão. A minha casa era a base e quase todos os vizinhos deixavam os portões abertos. Só tinha um que não deixava. Se a bola caísse lá, era faca. Ele cortava e falava que a gente era danado, desocupado, mas todo o resto da rua inteira sempre contribuiu para a brincadeira. O pessoal sempre torceu por mim, fizeram a maior festa na época das Olimpíadas.
 
 Ao contrário do que o vizinho mal-humorado imaginou, Juliana cresceu e tornou-se uma das principais referências na modalidade no mundo. Entre as inúmeras conquistas que podem ser contempladas na parede na casa dos pais, duas tem um valor especial para a bicampeã pan-americana e medalhista de bronze nos Jogos de Londres.

- Todas são especiais, mas a medalha de ouro no Mundial sub-21, em 2002, e a do Adulto, em 2011, foram marcantes. As duas foram na Itália. Em 2002, foi a minha primeira viagem internacional, em Catânia. O campeonato abriu portas. Não sabia que a medalha estava ali, em destaque. Não sei se a minha mãe colocou de propósito, mas acredito que não. Fiquei feliz por ver de novo. O título mundial com a Larissa foi em Roma, em cima da Walsh e da May, que estavam ganhando no tie break por 13 a 10, quando viramos, diante de uma arquibancada lotada. Já tínhamos ido a três Mundiais, sempre em segundo e terceiro lugares, até que desencantamos. Elas foram grandes rivais, mas somos amigas. São pessoas muito bacanas. Foi com elas que aprendi que na quadra a gente quer se matar, mas, fora dela, há sempre um respeito.

Por pouco, Juliana e Larissa não voltaram a enfrentar as americanas tricampeãs olímpicas em uma grande final, dessa vez, nas Olimpíadas. Após caírem na semifinal diante de Kessy e Ross, outra dupla dos Estados Unidos, as brasileiras venceram as chinesas Zhang e Xue e beliscaram um lugar no pódio na Inglaterra.

- Uma coisa que eu aprendi em Londres é que as Olimpíadas pegam os currículos dos atletas e rasgam. Cada jogo é uma final de campeonato. Não é um peso, é só porque ali os gatinhos viram leões e os leões viram gatinhos. Uma Olimpíada é uma coisa mágica, como se fosse uma premiação. Ser campeão ou medalhista olímpico é uma coisa diferenciada. Ao trazer uma medalha, você escreve seu nome e, com o título, você marca a história. Tem mais uma no Rio, no quintal de casa, e eu não vou medir esforços, com trabalho e dedicação, como sempre fiz. Acho que existe uma possibilidade grande de garantir um pódio em 2016, mas vou continuar me reinventando - contou a jogadora.
 
vôlei juliana e larissa londres 2012 (Foto: Agência Reuters)
 
 
 
 
 
Fonte: Sport Tv

 

 

 

 

 


Mais esportes
19-08-2014 - Ex-rival e algoz pelo Fla, Everton diz gostar de encarar o Coxa em Curitiba
19-08-2014 - Persistência e pressão o tempo todo: as marcas do líder para Éverton Ribeiro
19-08-2014 - Jogadores do Vitória reconhecem má apresentação da equipe no Barradão
18-08-2014 - Massa quer deixar maré de azar para trás e focar em recuperação na F-1
18-08-2014 - Chefe diz que RBR só deve vencer de novo em Cingapura: Chance de ouro
18-08-2014 - Julio Campos vence duelo com Cacá Bueno e é pole da Stock em Cascavel
18-08-2014 - Alonso aponta Trulli e Fisichella como seus companheiros mais fortes na F-1
18-08-2014 - Sete títulos em dez anos, trajetória de Schumacher foi a mais vitoriosa na F-1
18-08-2014 - Praia, montanha, aula de jiu-jítsu... Veja como foram as férias dos pilotos da F-1
18-08-2014 - Thiago Tavares é premiado pelo UFC por finalização sobre Robbie Peralta