O nome dele é Wallace, mas nos bastidores ele vem sendo chamado de "salvador da pátria" e de "solução". Após três derrotas nas suas quatro primeiras partidas na Liga Mundial, o Brasil deposita as suas fichas na estreia do oposto na competição para bater o Irã, nesta sexta-feira, às 10h (de Brasília), no Ibirapuera, em São Paulo. A partida terá transmissão ao vivo da TV Globo e em Tempo Real, com vídeos, pelo GloboEsporte.com.
Maior pontuador da última Superliga, quando foi campeão pelo Cruzeiro, Wallace não participou dos duelos com Itália e Polônia, nas últimas semanas, pois ele ganhou um período maior de férias após disputar o Mundial – e ser vice-campeão – pelo clube mineiro. Sem ele, a seleção brasileira masculina sofreu no ataque e venceu apenas um jogo, o primeiro dos dois contra os poloneses, em Maringá. O jogador não aceita o rótulo que estão lhe dando, mas espera que sua presença ajude o Brasil a acabar com a má fase na competição em que ele é o maior ganhador da história, com nove títulos.
– Eu não me acho um diferencial, não me acho um jogador diferenciado. Mas espero que eu consiga ajudar a seleção a vencer o Irã. Nessa nova seleção, todos têm de se doar ao máximo para ganharmos jogos e campeonatos. Eu estou aqui para somar e tentar ajudar a seleção como eu fiz das outras vezes – afirmou Wallace.
No último treinamento antes do primeiro dos dois jogos contra o Irã – o segundo é no sábado, no mesmo horário e local –, Bernardinho cobrou bastante os seus jogadores, principalmente em relação ao passe e ao saque, dois fundamentos que geraram problemas para a seleção nas derrotas para Itália e Polônia. Ele fez algumas variações no time titular durante a atividade no Ibirapuera, mas Wallace esteve na formação principal e recebeu boas bolas de Bruninho, que comemorou a entrada do oposto, mas fez ressalvas.
– O Wallace é muito importante. Ele se tornou um dos melhores opostos do mundo. Mas ele não é um salvador da pátria. Não podemos depositar todas as nossas responsabilidades em cima dele. Não sei até que ponto se ele estivesse nas últimas partidas, nós teríamos vencido – argumentou o levantador titular da seleção brasileira.
Fonte: Globo Esporte