O bom momento vivido por Marquinhos nesta Liga das Américas, onde é o cestinha do Flamengo com média de 22.5 pontos por jogo, desempenho superior ao do ano passado quando obteve 20.5, nas seis partidas da equipe, não é algo que surpreende a quem acompanha a carreira do jogador. Acostumado a pontuar por todos os clubes que passou, o camisa 11 rubro-negro sempre figurou no topo das estatísticas do quesito. Porém, desde a conquista dos cariocas no NBB 5, no dia 1 de junho de 2013, a vida profissional do ala não vem sendo nada fácil.
Tudo começou com uma artroscopia para reparar um pequeno corte no menisco e continuou com um edema ósseo na tíbia, que o tirou da Copa América com a seleção brasileira na Venezuela. O retorno programado em outubro para a disputa do campeonato carioca não passou da estreia contra Campos. A dor e a possibilidade de um desgaste maior no osso forçaram o departamento médico do clube a segurá-lo por mais quase três meses. No dia 23 de janeiro, contra o Goiânia, fora de casa, o MVP da última edição do Novo Basquete Brasil voltava às quadras, agora, já recuperado praticamente 100%.
O que parecia ser o fim de um pesadelo, se tornou angústia. Com duas atuações abaixo do esperado diante dos goianos e do Brasília e receoso em realizar alguns movimentos de jogo, o rubro-negro admitiu ter tido o pensamento de que não voltaria a ser o mesmo de antes.
- Depois da minha volta ao NBB contra o Goiânia e no jogo seguinte contra o Brasília, eu não me senti bem, ainda doía um pouco o local e cheguei a falar que não ia conseguir voltar a jogar em alto nível de novo. Só que daí começou a Liga das Américas, torneio novo, onde todos começamos do zero, time encaixado e tudo voltou a dar certo. Hoje, ainda sinto um pouco de dor no local, mas não me atrapalha para jogar - confessou o ala, que já teve passagens pela NBA, onde atuou pelo New Orleans Hornets e o Memphis Grizzlies.
Assim como Marcelinho, o camisa 11 revelou que todo este drama, hoje, o faz ver o dia a dia no basquete como algo mais divertido do que outrora.
- Começo a ver as coisas de uma maneira diferente, saboreando, tendo mais vontade de jogar, de se divertir - disse.
Para coroar de vez a nova boa fase, Marquinhos é um dos mais motivados e ansiosos do elenco para ganhar sua primeira Liga das Américas e ter a chance rara de disputar o Torneio Interligas contra o campeão do Campeonato Europeu de clubes.
- Uma competição importante para o clube e para os jogadores. Estamos ansiosos, querendo que chegue logo o dia do jogo. Dá aquele frio na barriga, estamos jogando em casa e queremos muito esse título. Estamos fazendo de tudo. Para a gente vai ser muito importante jogar contra o vencedor da Euroliga, seja o Real Madrid, o Olimpiakos. É um torneio que poucos jogaram. Quero ter isto no meu currículo, pois poucos vão alcançar - afirmou.
A conquista também serve de cartaz para o técnico da seleção brasileira, Rúben Magnano, que está de olho nos atletas que vai convocar para o Mundial masculino de basquete na Espanha, a ser realizado no próximo mês de agosto. Porém, o jogador garante que não pensa nisto.
- Me cobro muito, mas não pensando em seleção. O Mundial (de seleções) ainda está longe, tem mais cinco meses. O que eu penso e quero é ganhar este título da Liga e disputar o Mundial pelo Flamengo - completou.
Nesta próxima sexta-feira, o Flamengo faz a semifinal da "Libertadores do basquete" diante dos uruguaios do Aguada, às 21h15m. Caso vença, avança à final, que será disputada no sábado, contra o vencedor de Pinheiros e Halcones de Xalapa-MEX, que fazem o jogo de abertura às 19h. Todas as partidas serão realizadas no ginásio do Maracañazinho, e os torcedores já podem adquirir seus ingressos.

Fonte: Globo Esporte