Logo após sua derrota contra Donald Cerrone, em janeiro, Adriano Martins anunciou que deixaria Manaus para realizar seu camp nos Estados Unidos. O lutador do UFC disse que buscava evolução geral – nos treinos, na técnica e estratégica. Mesmo sem uma próxima luta em vista, o amazonense já fez a primeira viagem - de várias que pretende fazer - ao país norte-americano, para ‘conhecer o terreno’. De volta a Manaus, onde ainda irá morar, o lutador relatou a experiência de 10 dias na American Top Team, na Flórida.
Poucos dias antes de viajar para o intercâmbio, Adriano conversou com o GloboEsporte.com e, entre as declarações, um dos destaques foi o lamento de ‘estagnação’ evolutiva. À época, poucos dias após a derrota, ele afirmou: “A verdade é que eu sinto que eu dei uma estagnada há um tempo. Treino muito, estou em dia com tudo, mas sinto que deixei de evoluir”. A passagem pela tradicional academia, no entanto, clareou a mente do manauara.
- Eu acredito, de verdade, que Deus provê as coisas. Mas sei também que, para estar entre os melhores, eu preciso treinar com os melhores. Nesses dias que passei lá, recebi muitas recomendações, conselhos e instruções boas. Revi conceitos, abri a cabeça e com isso vi que meu pensamento foi mudando. É corrigindo uma coisinha aqui ou ali que surge a evolução. Hoje estou com outra cabeça, mais inspirado e buscando acertar cada vez mais.
Entre os pontos positivos da viagem, o manauara deu destaque ao material humano que o país dispõe. Ele já havia levantado a questão de falta de sparrings em Manaus quando anunciou o intercâmbio. O “passeio” pela American Top Team confirmou a tese.
- Claro, tem diferenças nos treinos daqui e de lá. Mas o que mais muda e chama a atenção é a questão de material humano. Aqui (em Manaus) não tem muita opção de sparring. Lá, peguei caras de alto nível, que me ajudaram muito – apontou Martins, que citou Hector Lombard e Gleison Tibau como companheiros de treino.
Próxima luta
Com “outra cabeça” e em nova fase da carreira, o amazonense afirma que prefere que sua próxima luta seja em meados de junho e afasta a chance de lutas em breve. A justificativa é a alteração de cenário.
- Por causa dessas mudanças de treino, prefiro que (a luta) seja lá pra junho. Será o tempo bom para que eu possa organizar as coisas e assimilar tudo. Uma vez confirmada a luta, eu pretendo ir passar de 45 dias a dois meses lá (EUA), em camp intenso – disse o manauara.
Fonte: Globo Esporte